segunda-feira, 9 de março de 2009

Compromisso, ou nem por isso...

Assiste-se cada vez menos à exaltação do significado da palavra Compromisso, que para muita gente é a extensão da sua própria maneira de ser, onde o estado de honrar é levado até ao limite no respeito por terceiros, numa primeira fase, e por si próprio na derradeira fronteira da banalização do "conceito".

Do Latim, "compromissu", designa nomeadamente, convenção; ajuste; contrato; comprometimento; obrigação ou promessa solene; dívida a solver em determinado dia; concordata de falido com credores; acordo político; estatutos de confraria; escritura vincular;

Ou seja um compromisso, obriga o próprio ao cumprimento desse comprometimento, sob pena de alguém sair prejudicado.

O compromisso assumido pelos 13 estarolas, termina no compromisso individual de cada um a cada momento, em cada acção, em cada necessidade do grupo.

Nada mais se pede que o compromisso que na realidade possa ser assumido individualmente por cada um, sob pena de todo o grupo ficar fragilizado, prejudicado e carregado de trabalho uma vez que alguém tem que desenvolver essa tarefa agora em falta.

Pior que não se disponibilizar para fazer, é não fazer depois de se ter disponibilizado.

Esta palavra, esta forma de estar, anda cada vez mais arredada da nossa sociedade, onde o respeito pelos outros deu lugar ao salve-se quem puder, onde o individual se sobrepõe ao colectivo.

Isto assume tanta ou mais importância e relevo, em organizações onde o voluntarismo é dominante e onde os objectivos são muitas vezes ignorados pela comunidade. Essa mesma comunidade é a primeira a criticar, dizer mal, ofender, pedir explicações sobre algum episódio menos feliz, menos oportuno, menos conseguido, mas nessa altura já nada importa.

Por isso se torna importante que o compromisso possa ser novamente elevado a um patamar supremo, em defesa do indíviduo enquanto parte do todo, esse todo escrutinado aleatoriamente pela comunidade, neste caso escolar.

Mesmo que seja fácil verbalizar e estar na moda dizendo "Yes, we can", sem cumprimento do compromisso "No, we can't"!...

quinta-feira, 5 de março de 2009

E Tudo Começa Assim...

Era uma vez 13 Estarolas, que aos 26 dias do mês de Setembro do Ano de 2008, se encontraram numa Assembleia Geral de uma Associação de Pais, a qual decidiram integrar, dando assim início a uma missão Cívica e de Serviço à Comunidade, neste caso escolar.

O que para alguns, era a continuação de anos anteriores, para outros era aquele friozinho na barriga de não saber muito bem ao que vinham, com quem na realidade iriam trabalhar e acima de tudo fazer o quê?

Esta causa, para além de ficar bem em qualquer Curriculum Vitae, dá-nos a todos uma perspectiva muito diferente daquilo que na realidade é o trabalho de quem nas Escolas Trabalha.

Pois bem, apesar de estar a começar a contar esta história Épica, de uma viagem por mares nalguns casos nunca navegados, à mercê, não só da Bonança, mas também de algumas (nesta altura tudo era soft e novo) tempestades, a história já está viciada pois já conheço algumas partes que aconteceram após este navio ter levantado âncora.

Conto com todos os Estarolas para fazermos deste navio virtual, um espaço de boa disposição, onde as coisas sérias também possam ser ditas de forma mais brincalhona e quem sabe provocadora, pois acima de tudo um estarola é sempre um Estarola.

Bem vindos a esta viagem, que espero seja de todos nós...